Luiz Henrique Dias

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Tenho debatido a possibilidade a aplicarmos os conceitos ESG também na gestão pública e no planejamento urbano.

Não sem observar, no entanto, que a sigla, tão falada nos tempos atuais, surgiu no setor privado e trata do comportamento das empresas, balizando as escolhas (ou não) de investidores, mas possível sim de ser aplicada nas gestões públicas e das cidades.

Sobre tais aspectos, vou deixar, ao final deste texto, um link de outro artigo em que abordo o tema.

No entanto, por aqui, quero falar de outro ponto crucial nesse debate: as cidades fronteiriças.

Essa preocupação surgiu, ao menos para mim, nos debates que tenho participado em um curso de desenvolvimento territorial sustentável em áreas de fronteiras, onde percebi que, além das “boas práticas”, os gestores públicos precisam lidar também com questões que vão desde a antropologia até as relações bilaterais e a diplomacia.

São inúmeros desafios, dentre eles destaco os serviços de saúde e ação social, mobilidade e segurança pública, sendo essa última utilizada constantemente pelos governos centrais como fator limitante da ampliação de direitos transfronteiriços para a população.

Mas há também pontos (e muitos) positivos, como maiores possibilidades no mercado de trabalho, a diversidade cultural, a ampliação de acesso às áreas públicas – pois uma praça ou um parque em uma cidade pode ser atrativo para moradores de cidades próximas, por exemplo – e a consolidação de regiões metropolitanas para além de fronteiras.

No entanto, para que as cidades de fronteira possam beneficiar dos pontos positivos e mitigar os desafios, bem como serem ambientalmente, socialmente e gerencialmente responsáveis, é preciso um planejamento estratégico conjunto e participativo, dando às populações das cidades o verdadeiro protagonismo das discussões e trazendo os atores de Estado, em especial dos governos centrais.

Isso, sem dúvidas, traria mais adesões aos processos de ordenamento e maior caráter popular, evitando assim que decisões verticais – muitas vezes díspares da realidade local – possam frustrar as tentativas de cidades mais humanas, as tornando apenas locais burocratizados e repletos de entraves ao desenvolvimento.

Para quem quiser saber mais sobre o conceito de ESG Urbano, segue um link: https://luizhenriquedias.com.br/2024/01/15/esg-urbano-como-garantir-cidades-justas-sustentaveis-e-mais-felizes/