Luiz Henrique Dias

Minimalismo.

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o ano novo. e o novo?

talvez, seja uma oportunidade de rever os conceitos de vida e de consumo, sair de uma rede social e doar alguns de seus livros.

vou tópico por tópico.

1- rever os conceitos de vida pode significar a busca por mais propósito, o desapego ao passado (erros, em especial) e o direito ao esquecimento e ao recomeço. olhe para dentro e tente descobrir o que pode fazer para ser uma pessoa melhor, para você mesmo e para todos.

2- consuma menos e melhor. escolha seus tesouros e dê prioridade: uma viagem? uma ida a um bistrô? um novo iphone? tudo vale se tiver propósito. deixe de lado os supérfluos e concentre esforços no que realmente pode te trazer prazer e experiências. vale, inclusive, consumir menos para trabalhar um dia a menos e fazer serviço voluntário ou um curso de arte.

3- a gente vive conectado. e confesso gostar disso. mas precisamos, como sociedade, reduzir - ao menos um pouco -...

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minimalismo e as flores

hoje ganhei flores.

acho uma delicadeza.

confesso: sempre habitei a dúvida entre ter flores na forma “solta” - em garrafinhas d'água - ou plantas mesmo, daquelas que a gente rega, cuida, da amor e vê crescer.

por vezes me perguntei se flores que irão durar poucos dias seriam a opção mais adequada.

são nossos dilemas minimalistas: ter ou não ter? e se tiver, o que ter? como ter?

a resposta será sempre a mesma: tenha tudo que quiser e te fizer bem. não importa o que ou a quantidade. só veja o propósito de possuir.

voltando às flores: em uma jornada minimalista, podemos escolher qualquer planta. sempre podemos escolher o que quisermos.

lembre-se: ser mínimo é ser livre.

eu, de minha parte, ao meu gosto, escolho as “condenadas” a viver pouco, as flores cortadas, com vida curtinha mesmo, e troco toda semana.

mudo a cor. a espécie. a garrafinha. o local.

e elas porque elas...

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como foi sua black friday?

esses dias foram de observação.

a black friday é uma oportunidade de percebermos o quanto a necessidade consumista - para algumas pessoas - pode passar de limites aceitáveis e apresentar uma faceta desoladora, nos tirando as perspectivas de curto prazo quanto à construção de um mundo mais leve e desprendido.

cenas de pessoas “aproveitando” promoções para comprar, se empurrando e até brigando por produtos, além poluição visual e sonora por onde quer que passemos.

do outro lado, lojas buscando faturar e/ou desencalhar estoques, vendedores pressionados por suas metas de venda e pela competitividade entre eles mesmos, lutando contra o desemprego eminente e as incertezas.

alguns textos que li comparam a insanidade de comprar na black friday com a do natal, mas eu acho diferentes: no natal, o apelo comercial está maquiado de “espírito” cristão, fraterno e de renovação. na black friday, no...

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roupa preta. roupa branca. pouca roupa.

tenho hoje cinco camisetas, duas calças, uma camisa, um blazer e uma blusa. dois calçados. e só.

tirando da conta as meias, as cuecas, um cachecol e um gorro, são doze peças que uso pra viver e pra fazer absolutamente de tudo: dar aulas, participar de reuniões, ir em festas, dormir.

o esquema, basicamente, é simples:

  • todo mês eu troco duas camisetas (compro duas básicas) e substituo duas.

  • a cada três meses troco uma das calças.

  • a cada quatro meses troco um dos dois calçados.

  • uma vez por ano substituo uma das peças de cobertura.

  • lavo roupa duas vezes por semana.

e tenho conseguido passar meus dias assim. não sinto falta de absolutamente nada para me vestir e tenho estado suficientemente arrumado para viver a rotina.

tenho dito e repetido: isso diz respeito a viver mais leve, sem amarras materiais inúteis. não se trata de economizar dinheiro, porque podemos gastar com outras...

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novos objetos

por vezes, quando digo praticar o minimalismo, algumas pessoas chegam a dizer “não consigo, sou muito consumista”, mas algo deve ser dito: minimalismo não é algo sobre mesquinharia, nem sobre total abandono do consumo, mas sobre o consumo consciente. a gente deve sempre se perguntar se um objeto - seja qual for - é útil e se ele realmente será utilizado para melhorar nossas vidas. caso a resposta seja negativa, não devemos comprar. se houver dúvidas, talvez seja melhor sanar antes de levar para casa algo para ser acumulado. não devemos comprar algo simplesmente porque gostamos ou porque está numa boa oferte, nem muito menos com a desculpa de “vai que um dia eu possa precisar”. nesses casos, melhor ou guardar o dinheiro para outra compra mais útil ou mesmo gastá-lo com algum prazer pessoal, como ir a seu restaurante favorito, fazer um
curso rápido de história da arte ou ir naquele salão...

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meu minimalismo: uma nova fase

venho há tempos falando sobre meu processo de redução da quantidade de objetos e roupas, bem como de outras atitudes que tenho tomado para mudar minha forma de relacionamento com o mundo.

o minimalismo, conforme consta em
algumas das poucas literaturas em português sobre o tema, é composto de três etapas, sendo que a primeira consegui vencer: a eliminação de tudo aquilo sem uso ou de pouquíssimo uso.

assim, reduzi substancialmente a quantidade de livros, objetos, roupa e calçados, chegando a marca de 75 objetos pessoais, apenas.

(cabe sempre lembrar não há numerologia minimalista, ou seja, você pode ter milhares de objetos, desde que eles sejam úteis e essenciais ao seu conforto e propósito de vida.)

também venci o destralhamento digital, abandonando definitivamente diversas redes sociais, como o pinterest e o facebook, ficando apenas com o instagram (fotos), twitter (ideias) e...

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É possível viver sem televisão?

sim.

eu não tenho. quando tive usei pouco. sou feliz assim. acabei de me mudar para uma casa nova, onde decidi não ter uma televisão. (na casa
antiga tinha uma, que ficou por lá, apenas as visitas a ligaram poucas vezes.)

agora não tem. mas não se trata de qualquer problema meu com o aparelho ou mesmo uma questão ideológica - longe disso - mas eu apenas decidi não dedicar uma área de minha habitação para criar um local de culto a um eletrodoméstico. prefiro ler, conversar, olhar pela janela, arrumar minhas coisas, ficar com meus cães e até caminhar do que ver tv. mas é uma questão pessoal.

resolvi escrever esse post porque me perguntaram se é melhor viver sem tv e eu disse a pessoa que “às vezes sim, outras não”, pois temos que nos esforçar mais para se informar e
sermos criativos para achar o que fazer num
dia chuvoso, por exemplo. então gostaria de deixar uma dica: não precisa...

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minimalismo é um ato solitário

depois de começar a escrever sobre minimalismo, encontrei algumas perguntas, feitas por amigos ou pessoas conhecidas, como “mas minimalismo não tem relação com ‘isso’ ou com ‘aquilo’?” ou “mas isso é minimalismo?” etc.

não há resposta para perguntas.

minimalismo, pra mim, não é um conjunto de conceitos, e nem um regramento, muito menos uma prática estanque, fundamentada num guia qualquer: é apenas uma forma singular de ver a vida.

você pode criar seu minimalismo, dentro de seus limites éticos e ideológicos, pode inclusive escolher quais limites quer assumir como seus.

não precisa - como eu - ter apenas uma pequena mala com todas as suas roupas ou, como alguns, reduzir o consumo de tudo, viver com vazios.

o segredo é estar bem: dar valor ao que realmente tem valor pra vocêz

minimalismo não é imposição, mais importante, é dar o exemplo. a si e ao outro.

boa semana :)
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pouca luz: muito mais pra si

há tempos - nem todos sabem - fiz teatro.

defendia e ainda defendo a quase ausência de luz, a penumbra, como forma de ocupação do workplace (palco) cênico e levava isso aos espectadores.

mas sempre tentei ir além: iluminar também pouco a minha casa.

durante o dia, experimento abusar das frestas para permitir uma iluminação mais poética.

na noite, vá dosando as luzes de acordo com as intenções (jantar, ler e dormir).

aqui algumas dicas:

1- na sala, tenha opção de lâmpadas amareladas, como aquelas de filamento, de baixa potência, para ligar enquanto janta ou mesmo lê.

2- se for utilizar luz em pouca altura, prefira luminárias baixas (até 130 cm), com lâmpadas totalmente cobertas e espalhe o foco para a parede.

3- abuse das velas. algumas são de mel de abelha mesmo. uma graça.

4- no quarto, dois abajures são fundamentais: um lado da cama e um como opção à lâmpada alta...

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tenha sempre uma flor

a dica de hoje é ter uma florzinha.

é um hábito que desenvolvi há uns três anos: uma vez por semana, passo em uma floricultura e compro uma flor (gasto R$ 5 ou R$ 10, dependendo da escolhida) e levo pra casa.

a flor fica em uma garrafa, com um pouco de água, e serve de inspiração e à contemplação, dando à casa um mais leve e minimalista.

caso vá comprar sua flor esta semana, eu indico colocá-la em um local de destaque, sozinha ou ao lado de poucos objetos, pois creio ser assim mais bonito e mais propício à composição e à contemplação.

boa semana :)
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