Luiz Henrique Dias

Minimalismo.

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o valor do café

ainda em meu passeio pelo minimalismo aplicado ao meu mundo, gostaria de explicar o porquê de eu sempre gostar de convidar as pessoas queridas para tomar um café.

antes, porém, cabe um esclarecimento: café, no caso, não se trata da bebida, mas de um momento, de um instante dedicado a uma boa conversa.

pode inclusive não haver café.

isto posto, vale dizer o quanto o “vamos tomar um café?”, pra mim, é a concreta tradução de “olha, essas formas de se conversar rapidamente ou mesmo por mensagens são ruins e vazias e alguém, como nós, merecemos uma diálogo focado em nossas palavras, então vamos deixar o mundo de lado por uns minutos?”, algo assim.

em um mundo competitivo, em que tempo é dinheiro, podemos investir em laços e doar nosso tempo.

tempo é laços, defendo.

então, quando quiser me dar um presente ou bater um papo, ou mesmo me mandar uma congratulação, evite mensagens, evite...

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minimalismo digital

sim, vale a pena tentar.

o minimalismo não se limita a objetos. eu tenho tentado aplicar em minha vida digital também.

desde a forma dos conteúdos produzidos por mim (como esse blog) até a vida postada em fotos e textos nas redes sociais.

aqui algumas mudanças que implantei:

1- estou abandonando o uso de letras maiúsculas. parece estranho, mas muitos computadores - o meu por exemplo - extinguiram a tecla “caps” e pra escrever em “caixa alta” precisamos ficar com o dedo plantando no shift, uma trabalheira danada. aos poucos, comecei a perceber ser possível também tirar as letras maiúsculas do início das frases e dos nomes próprios, por simples desapego. obviamente, faço isso em textos pra consumo meu, para os outros, escrevo normalmente, como manda a cultura.

2- organizei os apps do celular de uma forma mais intuitiva e menos invasiva. separei por exemplo “trabalho”, “finanças”...

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meu amor por espaços vazios

nem tudo precisa estar preenchido.

se em sua casa, em seu quarto ou até em sua mesa de trabalho há espaço vago, experimente não colocar nada ali, ao invés de colocar algo sem utilidade, somente para ocupar espaço.

digo isso porque sempre fui um ocupador de espaços, um verdadeiro jogador de tetris (lembram?), mas de uns tempos para cá venho tentando mudar esses hábitos e experimentando os espaços vazios.

e o que ganhamos com isso:

1- mais organização

menos coisas, menos coisas fora do lugar e menos tempo e energia gastos com arrumações.

2- menos poeira

os alérgicos (como eu) respiram melhor em ambientes mais livres.

dica: experimente tirar da sala aquela poltrona velha ou aqueles livros que ninguém lê, deixe o ar entrar. no caso dos livros, caso não consiga desapegar, recomendo separar em grupos ao invés de deixar todos empilhados ou enfileirados juntos, para permitir uma...

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​ Minimalismo: usando dinheiro



Um pouco sobre a minha experiência de abandonar os cartões em casa e voltar a usar dinheiro.

Criei, há pouco mais de um ano, o hábito de usar dinheiro vivo.

Não se trata de um protesto contra o sistema bancário ou uma forma de contornar o uso de cartões de débitos, ou mesmo porque sou vintage e quiser voltar aos tempos das carteiras repletas de notas.

A opção foi por um único motivo: controle.

Eu separei os dias da semana por roteiros. Por exemplo, na segunda eu pego dois táxis, almoço, tomo dois espressos na rua e compro bananas. Isso me custa R$ 50,00.

Saio de casa com uma nota exata e, se eu voltar com algumas moedas, fiz uma economia.

Na terça, o roteiro é outro. E assim por diante.

No domingo, eu já preparo os valores da semana toda e deixo as notinhas separadas. Basta eu acordar e pegar o dinheiro do dia.

Claro que eu não sou louco de levar apenas o dinheiro contato...

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as 10 coisas que levo ao sair de casa

um guia pessoal do kit urbano de sobrevivência para se levar nos bolsos e nas mãos.

o que levar?

esta é uma pergunta que devemos fazer sempre que quisermos - ou precisarmos - sair de casa.

no texto anterior, falei sobre como é ter uma mala com tudo, tudo mesmo. hoje quero falar dos bolsos. (https://luizhenriquedias.svbtle.com/mala)

eu fui muito de carregar trabalhas na infância. andava com uma mochila gigante, carregando tudo que eu podia: imãs, ferramentas, walkman, fantoches, dominó, canivetes, livros, comida… uma bagunça.

com o tempo, diminui, fui pra mochilas menores, bolsas, pastas, maletas e até uma pochete, mas ultimamente só carrego o que eu posso levar nas mãos e nos bolsos. nem carteira não uso mais.

na foto (abaixo) estão as coisas que carrego comigo diariamente:

  1. Kindle (ou um livro mesmo, ainda não desapeguei totalmente do papel. e nem quero)
  2. balinhas sem açúcar
  3. ...

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Mala pequena: facilidades

ter todas as suas roupas em uma mala pode parecer uma maluquice para praticamente todo mundo, principalmente sob a vista de nossos padrões de consumo e de acumulação, ou mesmo por nossa cultura de não nos desfazermos daquilo que não usamos ou usamos pouco, mas para mim tem sido útil.

fiz uma viagem de 10 dias levando apenas a minha malinha e deu super certo.

ao contrário do que possam pensar, não andei com roupa suja e nem “reciclei” cuecas, mas usei tudo com racionalidade e lógica, principalmente nas combinações (poucas peças permitem muitas possibilidades, diz a matemática).

obviamente você precisa lavar roupas uma ou das vezes por semana, o que pode dar certo trabalho, mas no aeroporto é só alegria: sem mala pra despachar, sem extravios, sem necessidade de cadeados e nem daqueles plásticos horríveis de embrulhar a mala.

quando se chega ao destino, pegar o transporte público...

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o começo

admitir que a vida é finita nos faz um pouco mais sinceros com nós mesmos. e mais atentos aos instantes. há alguns anos, pouco mais de cinco, resumi uma vida para que ela coubesse em carro. depois, em apenas um porta malas. após, em uma mala grande e - hoje - finalmente - em uma mala média. mas não se trata de bater recordes, mas sim em falar de simplicidade. não falo em não consumir, mas sim em consumir melhor. falo aqui sobre mais tempo e mais momentos. e é sobre isso - e sobre tantas outras coisas - que vou falar aqui, nesse diário pessoal, compartilhável.

vamos juntos?

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