minimalismo e as flores

hoje ganhei flores.

acho uma delicadeza.

confesso: sempre habitei a dúvida entre ter flores na forma “solta” - em garrafinhas d'água - ou plantas mesmo, daquelas que a gente rega, cuida, da amor e vê crescer.

por vezes me perguntei se flores que irão durar poucos dias seriam a opção mais adequada.

são nossos dilemas minimalistas: ter ou não ter? e se tiver, o que ter? como ter?

a resposta será sempre a mesma: tenha tudo que quiser e te fizer bem. não importa o que ou a quantidade. só veja o propósito de possuir.

voltando às flores: em uma jornada minimalista, podemos escolher qualquer planta. sempre podemos escolher o que quisermos.

lembre-se: ser mínimo é ser livre.

eu, de minha parte, ao meu gosto, escolho as “condenadas” a viver pouco, as flores cortadas, com vida curtinha mesmo, e troco toda semana.

mudo a cor. a espécie. a garrafinha. o local.

e elas porque elas me lembram o quanto tudo é bonito, mas efêmero, me dão a noção da realidade que eu quero viver: a da finitude. foi a minha escolha.

e toda segunda eu vou à floricultura, escolho a florzinha e boto na garrafa. sempre uma ou duas. hoje, antes mesmo de eu comprar, olhem só: ganhei!

oito!

uma multidão para um minimalista, nem tenho garrafinhas pra isso, mas ganhei também a oportunidade de espalhar flores pela casa, presentear os outros moradores, colocando também uma em cada quarto, uma na sala, duas em meu quartinho, uma no banheiro, uma na porta de entrada e uma perto da casa do cachorro.

como elas - as flores - são lindas e cheirosas, a casa ficou leve e bonita.

a “dica” minimalista de hoje então é: tenha flores, plantadas ou não, e plantinhas, converse com elas, demonstre sinceridade e deixe-as à vontade.

contribua com o jardim que é nossa cidade.

boa semana!
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